(O Lado Negro da Lua - Pink Floyd 1973)The Dark Side Of the Moon
por Johny Farias
Tempo
Saberei que gosto terá o
vento amanhã? Lembrarei
do sorriso dela? Sei o
que desejo hoje?
Missões que tive, tenho, terei.
Na contagem soberana dele, anseios
vão, vitórias chegam, conquistamos o
horizonte, morremos por algo.
Sempre, constantemente na manifestação
dele. Na magia da ampulheta,
o verbo me cala.
Guerra
O Oásis ainda é colorido,
no raciocínio sangrento,
A guerra para a paz?
Da paz para a guerra?
Necessidade, aversão, ou
algo complementar no mais
insano e maldito canto
da mente humana. Alegria fúnebre.
Dinheiro
O preço do verdadeiro sentimento é
secundário, tudo vale, quando o
poder situasse na sua bandeja.
Faça seu desejo, essa macabra
criação humana te mostrará o caminho,
sujo, mundano, venenoso, covarde
e aterrorizante caminho.
Curta o horror e a demagogia enquanto
esperas pelo troco.
Loucura
Insânia ou não, é o lado que sobressai,
que inclina a balança, o proeminente item
onde nasce o duelo entre o certo e o errado.
Do ego insano, o filho, dando a luz
a terceira possibilidade.
Morte
Folclores e provérbios dizem
que ela é o princípio, o
prenúncio de um novo paradigma.
O azeite virgem que unge um novo ciclo,
que mesmo sendo o fim, no fundo
ainda é desconhecido. Céptica, o que faz dela
uma Kali, a trovoada, a poderosa
Deusa dos sacrifícios.
The Dark Side Of the Moon e uma Ópera Contemporânea.
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'Este disco era uma expressão de empatia política,
filosófica e humanitária que precisa por para fora'
(Roger Waters)
filosófica e humanitária que precisa por para fora'
(Roger Waters)






