Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Ensaio Inacabado

(O Lado Negro da Lua - Pink Floyd 1973)

The Dark Side Of the Moon
por Johny Farias

Tempo

Saberei que gosto terá o
vento amanhã? Lembrarei
do sorriso dela? Sei o
que desejo hoje?
Missões que tive, tenho, terei.
Na contagem soberana dele, anseios
vão, vitórias chegam, conquistamos o
horizonte, morremos por algo.
Sempre, constantemente na manifestação
dele. Na magia da ampulheta,
o verbo me cala.

Guerra

O Oásis ainda é colorido,
no raciocínio sangrento,
A guerra para a paz?
Da paz para a guerra?
Necessidade, aversão, ou
algo complementar no mais
insano e maldito canto
da mente humana. Alegria fúnebre.


Dinheiro

O preço do verdadeiro sentimento é
secundário, tudo vale, quando o
poder situasse na sua bandeja.
Faça seu desejo, essa macabra
criação humana te mostrará o caminho,
sujo, mundano, venenoso, covarde
e aterrorizante caminho.
Curta o horror e a demagogia enquanto
esperas pelo troco.

Loucura

Insânia ou não, é o lado que sobressai,
que inclina a balança, o proeminente item
onde nasce o duelo entre o certo e o errado.
Do ego insano, o filho, dando a luz
a terceira possibilidade.

Morte

Folclores e provérbios dizem
que ela é o princípio, o
prenúncio de um novo paradigma.
O azeite virgem que unge um novo ciclo,
que mesmo sendo o fim, no fundo
ainda é desconhecido. Céptica, o que faz dela
uma Kali, a trovoada, a poderosa
Deusa dos sacrifícios.

The Dark Side Of the Moon e uma Ópera Contemporânea.
__________

'Este disco era uma expressão de empatia política,
filosófica e humanitária que precisa por para fora'
(Roger Waters)


(Photograph by Johny Farias)

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Teatro

(O Inferno - Hieronymus Bosch/1504)
o
Teatro de Assassinos
(Johny Farias e Verônica Martinelli)
o
Somos narrados por nós mesmo
Ao acaso do irreal
Vivemos num mundo ordinário
Trajado de rubis e diamantes
Acreditando estar sorrindo
Acreditando estar vivendo
Na verdade estamos chorando
Na verdade estamos morrendo
As cortinas se abrem, a platéia cala.

Mesmo que sinta a magia do vento
Mesmo que o lírio tenha sua cor
Mesmo que minha alma esteja em transe
Mesmo que as sombras sejam inofensivas
O orgulho ainda reina no palco.

Novamente as cobaias
Vestem seus personagens
Mas um motivo para não acreditar
Que a hipocrisia está presente
Na carne crua de cada ator
Somos narrados por nossos erros
No fim, as máscaras caem
O passado já não condena a mentira
É tudo verdade, é tudo real
Vivemos num teatro de assassinos.

As mentes não selaram o culto
O sangue continuará em sorrisos malditos
Aniquilaremos todas as hipóteses?
Formas de vidas ou eras vindouras?
Em qual ponto, a ira voa mais alto?
o
Viraremos as costas?
o
'...we could find that we're all alone
In the dream of the proud...'

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Benevolência

Photograph by Johny Farias

"...a sua voz, como som de muitas águas..."

Já viste o céu hoje? Sentiu a brisa do mar?
Sentiu o sereno? Contou estrelas? Escreveu na areia?
Viu anjos? Demónios? Se deixou ir apenas uma vez?
Se lamentou? Engoliu? Vomitou?
Alguma vez foi contra o vento? ‘sem lenço e sem documento’?
Saltou para outros mundos? Acompanhou o vôo do colibri?
Sentiu o sal da terra? Jogou pétalas pelos ares?
Criou um futuro? Teve coragem? Ousou ir?
Alguma vez se questionou? Foi ao oposto da maré?
Viu da janela a criação? Sentiu inveja de Deus?
Atirou pedras ao rio? Beijou quem se ama?
Você hoje já se libertou? Jurou e mentiu?
Fez alguma oração? Para Cristo, Krishna, Buda ou Akhenaton?
Quantas vezes hoje, sorriu? Jorrou alegria?
Hoje, aquela linda flor no jardim entrou na sua milésima fotossíntese,
O sol nasceu e se pôs, a lua explodiu luz.
Hoje, Vênus, Nuit e Íris se beijaram, algum demónio morreu,
válvulas jorraram sangue,
O sentinela pegou no sono, o disco voador pousou e se foi,
a menina dos teus olhos esteve nua.
Hoje, o universo vestiu milhões de fantasias,
Numa ótica simplista, explodindo cosmos,
Em diversas manifestações,
onde aquarelas são formas e cores…são deuses.
o
(Johny Farias)
o
"...Eu sou o Eu, situado nos corações de todas as criaturas..."
(Apocalipse 1:15 and Bhagavad Gita )

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Contrastes

(Os Amantes - René Magritte/1928)
o
Encontrei-te nos sinos dourados
em plumas suspensas no ar
numa supremacia divina
em danças com anjos
o
Encontraste-me em aquarelas sombrias
em sonhos moribundos, profanos
sensibilidade erudita, sem nada viver
toda maldição contida, num ego póstumo
o
Em contraste com tudo aquilo que vivi
nada sei, apenas a poeira contém sabedoria
o peso da vida, é natural, quando nada resta
a maldição só é quebrada quando encontra um maldito
o
Encontramo-nos em universos distintos
nas pupilas do divino, nos dedos insanos
em novos horizontes, e velhos paradigmas
nas asas que voam, nas escamas que se rastejam
o
encontrei-te,
encontraste-me,
em contraste como todos
muros e limites,
contra tudo, nos encontraremos,
nas asas que voam,
nas escamas que se rastejam.
o
(Johny Farias)
o
"...o bem e o mal sendo uma coisa só..."
o
Agora repasso os dois selos
que ganhei do amigo Diom


Os selos vão para para:
O maravilhoso blog da menina Lúcia:
O encantador blog da menina Jaya:
E ao belo blog da minha amiga Verônica

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Photograph by Natália Tardin
o
“Nasceu na primavera e por isso apreciava suas flores, sons e temperatura. Cresceu em uma casa, que já havia sido pintada das mais variadas cores, mas que hoje se encontrava branca e sem nenhuma graça.Tons vibrantes, tons pastéis, tonalidades que representavam os anseios e os desejos ocultos de sua família. Acreditava então que as cores eram deveras importantes e deste modo pintava seus sonhos e sua vida com as cores do infinito. Admirava as nuvens, principalmente as de Michelangelo e se sentia nuvem quando chorava. Deixava-se levar por amores platônicos e só na chuva gostava de dançar. Aos olhos alheios não tinha grandes encantos, mesmo assim esperava algum dia, poder encantar alguém.”
o
(Natália Tardin)

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Onipresente


Photograph by Johny Farias

E a aurora era os olhos que se via,
a magnetude tão calma e sobria
e o seu véu transmitia uma mentira
e a serpente no auge se debatia
o
Febre alucinante, sem nada ali estar
suor gelado, de frequências perdidas
homem que veio ao mundo, sem saber porquê
dúvida primitiva, questionada no saber
apenas uma alma remota.
Divindade soberana, em tempos de seca
das flores, apenas as cores aleatórias
que em verdade nos disse, existem cores por se descobrir
maldito seja aquele que não as sentir.

Falarei das minhas manifestações esplendorosas,

mas somente as que são proeminentes.

O auge do inconciente é quando a

conciência projeta e assume a

secundária lei da teoria, a verdade

inconveniente do nada absoluto.

(Johny Farias, madrugada de 14/05/07)

*Escrito encontrado em um dos meus diários

"...eu sou deus espalhando câncer..."

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Mandala

Mandala de Vênus e o Sagrado Feminino
o
Manda-la ser anjo, Manda-la ser querubim
Manda-la ser arcanjo, Manda-la ser meu jasmim
Manda-la sorrir, Manda-la cantar
Manda-la vir, Manda-la me amar
Manda-la ser, Manda-la voar
Manda-la viver, Manda-la me encantar
Manda-la nua, Manda-la linda
Manda-la sua, Manda-la minha
Manda-la por amor, Manda-la para os meu braços
Manda-la em seu vigor, Manda-la com seus traços
Manda-la colorida, Manda-la em virtudes
Manda-la florida, Manda-la em plenitude
Manda-la ser estrela, Manda-la para o meu luar
Manda-la ser princesa, Manda-la enfeitar
Manda-la em mim transcender, Manda-la para um dia eu acreditar
Manda-la para o universo crer, Manda-la para a paz em mim reinar
o
(Johny Farias)

Agradeço todos os dias ao Deus que me mandou você,
eu te amo, além dos cosmos.


"...os livros na estante já não tem mais muita importância..."